O Marketing Pessoal é Ser Humano
Teias
O Marketing Pessoal pode ser definido como um conjunto de atitudes e comportamentos que conduzem a trajetória pessoal e consequentemente a profissional para um caminho mais feliz porque desenvolve aquelas qualidades e habilidades que, se aperfeiçoadas, promovem transformações na
realização dos objetivos e no desenvolvimento das relações humanas.
Na prática, isso significa acordar a sensibilidade e o timing para se perceber o momento.
E esse despertar deve surgir do interior de cada um, sobrepondo-se aos medos e dúvidas, numa escolha consciente e absolutamente individual. Porque as necessidades de auto-realização, de estima, segurança e afetivo-sociais compõe um modelo próprio para cada pessoa e elas serão satisfeitas ou ignoradas de acordo com o desejo somado a vontade de cada um.
Marketing Pessoal é muito mais do que construir uma imagem ou perfil. A imagem é como as outras pessoas nos percebem e é importante que sejamos percebidos adequadamente. Imagem é uma decorrência, uma consequência de uma construção pessoal sólida e admirável, cuja base é a identificação das aptidões naturais, das tendências de personalidade e das competências a serem adquiridas, além da pesquisa e reconhecimento das condições do mundo externo e das pessoas, com uma análise interna profunda.
É preciso ter criatividade e uma boa dose de coragem para criar motivos para, após montar esse perfil, interagir com as pessoas e aparecer. O verbo aparecer pode ter uma conotação negativa, como alguém que quer se mostrar superior. Em inglês, o verbo to show up traduz melhor essa atitude positiva de se fazer presente, ser percebido, mas da maneira certa e com as pessoas certas. Só assim se pode permitir uma série de ações espontâneas e planejadas que, na sua essência, criarão uma rede de relacionamentos.
E é nessa interatividade que se desenvolve e se constrói o valor para a “marca pessoal”.
Para Leo Burnet, “se você não for percebido, você não está com nada. Você tem que ser percebido. Mas tem que ser percebido naturalmente, sem gritar e sem truques”.
Todos nós devemos construir uma marca pessoal no universo onde atuamos. A falta de uma identidade própria pode afetar todos os setores da vida inclusive as atividades do dia-a-dia. Uma atitude sincera impressiona como marca muito mais do que qualquer script baseado em uma imagem falsa. Mas qual é esta atitude afinal?
A chamada atitude Andrógina.
Adotar uma postura que não seja agressiva demais, aquela baseada no impulso de impressionar os demais, fazer-se respeitar através do poder, contando desde proezas sexuais até o famoso faço e aconteço. Quem não se irrita com essa arrogância?
A postura excessivamente passiva também é ruim: os que acreditam que “vendem seu peixe” apenas se fazendo queridos, sendo simpáticos, ouvindo seus interlocutores e raramente colocando limites ou expressando seu desejo, comumente são desconsiderados e subestimados.
A dica vale para todos: nem se desesperem nem se acomodem. Mostrar suas capacidades sempre será necessário, sobretudo para gerar credibilidade genuína.
Digamos que a atitude andrógina harmoniza credibilidade e vulnerabilidade: consciência e segurança e de nossa capacidade e tranqüilidade com relação à capacidade dos demais.
O marketing pessoal começa com uma auto-análise e continua com a melhoria contínua de suas atitudes, habilidades e conhecimentos, até chegar à comunicação disso para o mundo exterior. Primeiro vem o interior, mais pessoal, depois o exterior.
O que você é exteriormente nunca pode ser mais importante daquilo que você é interiormente. Por isso o título do artigo: Marketing Pessoal é ser Humano, com suas complicações, suas carências, mas com a sua infinita capacidade de se criar e re-criar capacidades. Aproveite a Contagem Progressiva para tornar-se um Marketeiro Pessoal!
Por Sonia Blota Belotti
Fonte: Teias | www.teias.com.br